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Tapau√°: 50 anos construindo Igreja e Sociedade
Março 2016

Historia e atualidade da Paróquia de Santa Rita: A questão educativa

Uma atividade in√ļtil?

Primeiros estudantes do município. Manifestação estudantil em 1965.

No Amazonas, o regime econ√īmico, comercial, a depend√™ncia dos trabalhadores rurais, os patr√Ķes nunca se preocuparam com a educa√ß√£o dos filhos dos trabalhadores, mas sim de seus pr√≥prios filhos, que enviavam a Manaus e Bel√©m para estudar. A experi√™ncia era que, ao aprender a ler e escrever, os jovens j√° n√£o queriam assumir o trabalho de seus pais e quando podiam emigravam. Assim que os patr√Ķes n√£o apoiavam o estudo.

A prefeitura de Tapauá, a partir de 1960, havia construído uma pequena escola de madeira para vinte alunos e instalou escolas rurais em 17 comunidades, mas só em teoria, porque careciam de profissionais e, portanto não produziram efeitos reais no ensino.

Ao construir a cidade, não havia ninguém com cultura e base pedagógica para ser professor. A maior parte da população estava espalhada pela selva. Os progenitores eram analfabetos e não tinham nenhum interesse em que seus filhos se educassem, não entendiam tal necessidade; e não havia grande apoio político ou institucional para financiar profissionais ou material educativo.


Mãos à obra

Alunos celebram em 1974, o dia da Independência do Brasil.

A Igreja Católica foi pioneira no ensino de Tapauá. Quando o recoleto Augusto Nowacki foi nomeado diretor da Oficina Municipal de Ensino de Primário em 1963, conseguiu um extraordinário interesse de muitas famílias por promover a educação.

Os agostinianos recoletos, ap√≥s renunciar seu posto de diretor e secret√°rio do √ďrg√£o Municipal de Ensino Prim√°rio (OMEP), por contratempos pol√≠ticos, e vendo as enormes necessidades educativas, decidiram abrir a Escola Paroquial Dom Jos√© Alvarez no ano de 1965.

A Prefeitura se encarregou dos salários de Dalila Saraiva e Maria do Socorro Lopes, as duas primeiras professoras que, junto com os religiosos e Daniel Albuquerque, davam aulas. O dia 21 de março de 1966 começou o novo curso com 130 alunos. Havia duas escolas: uma municipal, a Escola Pedro Silvestre, e outra, paroquial. Também existiam oito escolas rurais de titularidade municipal. Mas a Prefeitura não viu a Educação como prioridade, até quase quinze anos depois.

Em 1969 a escola paroquial deixou de funcionar, e foi necess√°rio buscar solu√ß√Ķes. A Prefeitura criou a Escola Professora Marizita e alugou da Prelazia as instala√ß√Ķes da escola Dom Jos√© Alvarez, como anexo. Em 1970 acabou a primeira promo√ß√£o de estudos prim√°rios completos na localidade.

Em 1973 o Brasil impos um novo sistema educativo e se reorganizaram as escolas. A escola Marizita teve novamente com diretor um agostiniano recoleto, Jesus Moraza. Saturnino Fernández, então pároco, estabelece contacto com os Maristas, cujo carisma é a educação, para que fundassem uma comunidade em Tapauá. Em 1974 chegaram os dois primeiros, José Lot e Demétrio Herman.

Os Maristas ensinam desde 1974 junto com duas professoras tituladas vindas de Manaus. Em 1975 F√°tima de Menezes, a primeira professora oriunda de Tapau√° com forma√ß√£o superior, d√° aulas. A forma√ß√£o de professores continuou no Centro de Forma√ß√£o e Aperfei√ßoamento Jos√© de Anchieta de Manaus, mesmo que, com menor n√ļmero do necess√°rio. Em 1980 era somente oito. Somente na primeira d√©cada do s√©culo XXI todos os professores do sistema p√ļblico obteem t√≠tulos universit√°rios mediante um programa da Universidade do Estado de Amazonas.

Os religiosos agostinianos recoletos tem estado durante estes 50 anos engajados na educa√ß√£o e tem sido professores de religi√£o, l√≠nguas estrangeiras e outras mat√©rias. Isto lhes tem permitido ter contacto com quase todas as gera√ß√Ķes dos habitantes de Tapau√° de qualquer religi√£o.



Os primeiros maristas em Tapau√°.


A escola Marcelino Champagnat.

Irm√£os Maristas em Tapau√°

Em 1967 os Irmãos Maristas inauguram em Lábrea sua primeira comunidade no Amazonas, como um compromisso ligado aos 150 anos da fundação da congregação. No Capítulo de 1972 decidem abrir mais centros: em Canutama em 1973 e em Tapauá em 1974. Imediatamente se encarregaram da escola Professora Marizita e, junto com os agostinianos recoletos e outros colaboradores leigos, de cursos superiores, formam os professores.

A partir de 1977, o marista Dem√©trio Herman √© diretor municipal de Ensino e o agostiniano recoleto Jesus Moraza, coordenador do Ensino Rural. Construiu-se a escola Marcelino Champagnat (em homenagem ao fundador Marista) e se deram mais recursos √†s escolas rurais. A inaugura√ß√£o do curso de 1977 se deu na comunidade de Mapixi, a √ļnica com escola. Em todas as demais onde havia ensino, se usava a casa do professor para lecionar.

Os maristas n√£o trabalharam somente na educa√ß√£o; colaboraram na liturgia, movimentos apost√≥licos, assist√™ncia social, sa√ļde e saneamento, produ√ß√£o agr√≠cola, cursos de corte e confec√ß√£o, datilografia, artesanato, esporte e lazer sadio. Tiveram um importante papel na forma√ß√£o de professores e nas miss√Ķes m√©dicas feitas pela Universidade Cat√≥lica de Paran√°. Em janeiro de 1989 fecharam a comunidade por falta de pessoal.


Alfabetização e ensino médio

Outro dos interesses educativos nos anos 70 foi a alfabetização de adultos. Para isso, Saturnino Fernández uniu esforços com a Prefeitura, o Estado do Amazonas e o Movimento Brasileiro de Alfabetização. Em 1984 chegou o Ensino Médio com a construção da Escola Antonio Ferreira de Oliveira, onde quase sempre os recoletos têm dado aulas.

Historia e atualidade da Paróquia de Santa Rita
A quest√£o sanit√°ria


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