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San Nicolás

Porque têm alguns de vocês tão amantes da perfeição que desejam seguir um jeito de vida mais austero…
Nós determinamos que sejam escolhidos ou construidos três ou mais mosterios…
[Da Ata do 5º Capítulo
de Toledo, 1588]




Escudo

O escudo da Província de São Nicolau de Tolentino
O desenho de este escudo foi feito no ano 1921. Conhece o significado de nosso escudo.



O século XX: entre o velho e o novo
Igreja de Inarajan, Guam.
Após a revolução, as Filipinas perdem sua posição privilegiada dentro da ordem e passam a um discreto segundo término. A mesma província procura ansiosamente outros campos pela Espanha e América do Sul. Por alguns momentos duvida de poder continuar no arquipélago, e dá preferência aos novos ministérios, que desde 1898 iam espalhando-se pelo Panamá, a Venezuela e o Brasil. Em 1906 mais de dois terços de seus religiosos residiam nestes quatro países.
Para esta data a crise já havia ficado para trás. Tendo aberto o noviciado e recuperado a esperança, a província começava a olhar para o futuro com nova expectativa. Neste mesmo ano, após uma visita do provincial, confirma seu compromisso com o arquipélago. Porém já não será um compromisso total. A experiência tem manifestado a necessidade de diversificar o campo e, portanto, deverá continuar com os ministérios abertos em outros países.

A ordem também estava se reorganizando. E logicamente seus planos condicionam os planos da província. Em 1909, a cúria geral atribui à nova província de Santo Tomás de Vilanova os ministérios do Brasil e os conventos andaluzes, e no ano seguinte transfere à da Candelária os de Tumaco e Panamá. A província de São Nicolau fica reduzida aos ministérios da Venezuela e as Filipinas, e às casas de Monteagudo, Marcilla, São Millán da Cogolla e Ponte da Rainha (todas elas na Espanha). Estes ministérios, aos quais irão se somando os da China (1907), Inglaterra (1932), Peru (1939) e México (1941), formarão o horizonte de seus religiosos até 1948.

Nas Filipinas durante as três primeiras décadas a província quase se limitou a sobreviver, contentando-se apenas em recuperar dentro do possível a situação anterior à Revolução. Quase todos os religiosos trabalham no ministério paroquial e esta exclusividade não satisfaz a todos os religiosos. Entretanto, a província não encontra uma digna mudança. Falta imaginação, experiência e decisão. Nem a disciplina comunitária nem a pastoral atravessam seu melhor momento. Contudo, pouco a pouco foram aparecendo novidades esperançadoras. Em 1910 a Santa Sé lhe confiou a Prefeitura Apostólica de Palawan, a primeira das Filipinas; em 1924 se realizou o sonho longamente cultivado de somar-se à história missionária da China. A missão de Kweiteh (hoje Shangqiu) alcançou uma especial significação. A província a atendeu com esmero, servindo com missionários abnegados e relativamente numerosos. Infelizmente, após a subida dos comunistas ao poder (1949), os missionários estrangeiros tiveram que abandonar o país. Na missão ficaram nove religiosos nativos e algumas religiosas, que continuaram fecundando a história com seu sangue e seu heroísmo.

Catedral de Shangqiu, Henan, China.
Em 1931, após uma dolorosa visita apostólica, cai definitivamente o pecúlio legal. Em 1941 a província ingressa no campo da educação, do qual espera prestígio social, alívio econômico e, sobretudo, uma vivência mais profunda de seu ideal comunitário. Pouco a pouco os colégios vão suplantando às paróquias, transformando as ocupações e até a imagem social do recoleto. Em breve tempo —de 1950 a 1987— os recoletos se despojam de sua divisa de “missionário ou pároco de zonas marginalizadas” para se colocar a do “educador plenamente urbano”.

A inovação mais transcendental teve lugar em 1949, com a abertura do noviciado de Manila às vocações nativas. O capítulo de 1934 havia recomendado “eficazmente” a abertura de casas de formação nas Filipinas, Inglaterra e Venezuela. Nas Filipinas a recomendação não surtiu efeito até o pós-guerra mundial. E mesmo assim caberia acrescentar que o interesse pelas vocações filipinas somente ganha consistência dez anos mais tarde. Com exceção da anedótica ordenação do padre Salvador Calçado em 1945, o primeiro grupo de filipinos não chegaria ao sacerdócio até 1959. A partir desta data cresce o interesse e, logicamente, também as vocações. No final de 1997 a província contava com 144 professos filipinos.

A evolução da província na Venezuela teve um processo muito similar. Nela também prevaleceu durante vários anos o trabalho pastoral. Suas fundações aparecem envoltas em certo ar de interinidade, situadas em zonas marginais e sem programas suficientemente elaborados. O trabalho dos freis foi, em geral, muito bom. Construíram numerosas igrejas e capelas, deram novo impulso à pregação, muito descuidada então no país, e restauraram o culto e a vida cristã, infundindo novo vigor às associações existentes e criando outras novas. As mais freqüentes foram o apostolado da oração, as filhas de Maria, as conferências vicentinas, a confraria da Consolação e, sobretudo, a catequese. Também cabe destacar a dimensão missionária de seu trabalho, a pregação da palavra de Deus nos púlpitos mais prestigiosos da nação, a colaboração com a hierarquia e a generosa atenção aos leprosos de Maracaibo e Caracas.

A Morte de Santo Agostinho, Vela Zanetti. São Cristóvão, República Dominicana.
Em 1925 a presença recoleta na Venezuela começa a pegar novos rumos. Aumenta o número de religiosos, cresce sua presença nas cidades, as suas obras elevam-se ao primeiro plano, floresce o apostolado da imprensa oral e escrita (La Madre Cristiana,1927) surge o primeiro seminário para vocações autóctones (1935) e o colégio Frei Luis de Leão (1941) abre suas portas em Caracas. Também aqui a cidade vai deslocando ao campo e as atividades educativas começam a competir com o tradicional monopólio paroquial. As fundações da Inglaterra e do Peru têm raízes similares. No início de 1932 a anarquia da República espanhola levou os superiores a procurar fora da Espanha um convento para a formação de seus estudantes. E em 1939, o medo da instabilidade política da Venezuela levou-lhes ao Peru em busca de um campo onde pudesse acolher os religiosos venezuelanos em caso de ter que sair do país.

Os acontecimentos não tardariam em revelar o acerto de ambas as medidas. De 1932 a 1950, Inglaterra acolheu várias promoções de teólogos e, a partir de 1934, deu à ordem várias vocações. No Peru encontraram acolhida dois grupos de teólogos, a quem as dificuldades econômicas em decorrência da guerra mundial, impediam manter na Espanha.

Em 1974 a província se encarregou de algumas paróquias na ilha de Guam, no Pacífico. Chegou chamada pelo bispo em asas da lembrança das dezenas de recoletos que nela haviam trabalhado entre 1770 e 1908. Também pesou a conveniência de contar com um posto intermédio para os religiosos que abandonavam Filipinas rumo a Estados Unidos. Saiu quinze anos mais tarde (01.06.1989) ante a impossibilidade de consolidar sua presença numa ilha tão pequena e suficientemente atendida pelo clero secular e pelos franciscanos capuchinhos.

O último capítulo general (1998) erigiu a província de São Ezequiel Moreno com as casas que a de São Nicolau possuía nas Filipinas e Serra Leoa mais as de Linyuan e Santimén (Taiwan). A província de São Nicolau perdia a parte mais nobre de sua tradição, que durante séculos conformara o seu ser. No entanto, ao mesmo tempo, ficava livre para, de acordo com sua vocação missionária, seguir a voz do espírito que a chama para enfrentar novos rumos.

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Agostinianos Recoletos. Província de São Nicolau de Tolentino. Paseo de la Habana, 167. 28036 -Madrid, Espanha. Fone: 913 453 460. CIF: R-2800087-E. Inscrita no Registro de Entidades Religiosas do Ministério de Justiça, número 1398-a-SE/B. Política de privacidade.
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