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Índice
Missionários por necessidade
Missionários por Lei

Missionários por herança
Século XIX
Século XX

Missionários hoje
Zonas missionárias
Diocese de Shangqiu (Henan, República Popular da China)

Ministérios missionários


A população da China viveu toda a primeira metade do século XX sofrendo as piores consequências e a destruição de guerras e revoluções.




Durante os tempos de maior perseguição cresceram as vocações, o ímpeto missionário e reafirmou-se de um jeito sólido a fé da população que, posteriormente, salvaria durante décadas suas convicções religiosas sem que anos de pressão ideológica puderam apagar as pegadas do trabalho dos missionários.
Missionários hoje: zonas missionárias. Diocese de Shangqiu (Henan, República Popular da China)
Terceira etapa: últimos anos e expulsão (1938-1952)
Durante quinze anos, China se congestiona em três ondas sucessivas de guerras: a chino-japonesa, a II Guerra Mundial e a revolução comunista. A carestia e a fome se abatem sobre o povo e sobre os religiosos. Desde outubro de 1938 até sua capitulação na Segunda Guerra Mundial, o exército japonês é dono do território chinês. Após o ataque a Pearl Harbour, os aliados submetem China a um estrito bloqueio econômico e comercial que cortou as ajudas à missão.

Os missionários se encontraram isolados e passaram fome. O caos piora porque os japoneses vigiavam somente as cidades e vias de transporte; o resto estava em mãos de assaltantes. Mas apesar dos bombardeios, a desmoralização, a destruição continuada e momentos de maiores dificuldades, houve uma grande fecundidade vocacional e muitas profissões religiosas.

No dia 5 de junho de 1947 o vicariato foi elevado a diocese e aos 30 de janeiro do ano seguinte Ochoa deixa seu cargo. A missão se encontra sem cabeça e os missionários começam a sair, por falta de segurança. No dia 20 de dezembro de 1949 se nomeou o novo bispo: Arturo Quintanilla que não chegou a exercer a missão de pastor na sua diocese nem um ano.

O fim da Segunda Guerra Mundial precipitou a vitória do comunismo. No dia primeiro de outubro de 1949, Mao Tse Tung proclama a República Popular China. Os comunistas um ano antes tinham ocupado a Missão de Kweiteh e proibido aos missionários o serviço religioso público. Os seminaristas saem para Hong Kong e Espanha; vão embora as Missionárias Agostinianas Recoletas, se dispensa dos votos as catequistas de Cristo Rei, alguns freis fogem para Filipinas, Hong Kong ou Shanghai e outros são presos.

Aos 21 de setembro de 1951 se expulsa os últimos religiosos espanhóis, incluído o bispo. Os religiosos chineses são obrigados a voltar para suas casas ou confinados em campos de trabalho e reeducação. Alguns morreram de fome, sede, extenuados ou na mais terrível solidão.

A missão se afundou, mas um árduo trabalho de mais de 25 anos deixou sementes enterradas, fiéis comprometidos e alguns religiosos chineses, que após longos anos de prisão, de tormento e de isolamento, três décadas depois, farão ressurgir a missão de suas cinzas.

  • Um dos missionários recoletos espanhóis, Luis Aguirre, após sua estadia na cadeia.

  • Arturo Quintanilla foi nomeado bispo de Shangqiu, mas apenas pôde passar uns meses na sua diocese.


Homenagem aos missionários recoletos testemunhas da fé na China.







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