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√ćndice
Mission√°rios por necessidade
Mission√°rios por Lei

Missionários por herança
Século XIX
Século XX

Mission√°rios hoje
Zonas mission√°rias
Diocese de Shangqiu (Henan, Rep√ļblica Popular da China)

Ministérios missionários

Pequeno v√≠deo realizado por um volunt√°rio para amostrar a import√Ęncia nas aldeias africanas dos po√ßos de √°gua constru√≠dos em Kamabai (Serra Leoa) pelos Agostinianos Recoletos.





Os pequenos grupos cat√≥licos de algumas aldeias celebram o Natal com cantos e visitas aos vizinhos, embora perten√ßam a outras religi√Ķes.





"Um dia com Fanta" √© um document√°rio realizado pela Prov√≠ncia de S√£o Nicolau de Tolentino que amostra a vida di√°ria de uma adolescente na regi√£o de Biriwa. √Āudio em espanhol.







"Ca√≠do do c√©u" √© um document√°rio realizado pela Prov√≠ncia de S√£o Nicolau de Tolentino que amostra a realidade do trabalho infantil e do acesso aos tratamentos de sa√ļde na regi√£o de Biriwa.






Os trabalhos pastorais dos missionários católicos numa região onde a população é maioritariamente muçulmana e onde as crenças tradicionais estão fortemente implantadas nem são fáceis nem têm resultados significativos a curto prazo.





Ao redor do trabalho dos mission√°rios aparecem associa√ß√Ķes locais de promo√ß√£o dos direitos dos menores e da mulher, no meio de uma sociedade fortemente marcada por uma cultura machista de tradi√ß√Ķes ancestrais, √†s vezes cruentas, como no caso da abla√ß√£o genital feminina.





O apoio da Província de São Nicolau de Tolentino à Missão da Serra Leoa continua sendo especialmente comprometido tanto no envio de religiosos como na realização de projetos de desenvolvimento. Visita do prior provincial da Província de São Nicolau de Tolentino á Serra Leoa no ano 2010.





A visita de familiares e voluntários à Missão da Serra Leoa tem suposto um grande médio de sensibilização sobre a realidade africana na sociedade espanhola.


Missionários por herança Século XX
Kamabai e Kamalo (Província Norte, Serra Leoa)
Serra Leoa √© uma das miss√Ķes vivas da Ordem dos Agostinianos Recoletos. Mesmo que aberta pela Prov√≠ncia de S√£o Nicolau de Tolentino, e desde 1998, a gest√£o depende da Prov√≠ncia de Santo Ezequiel Moreno, mas continua com uma estreita colabora√ß√£o em recursos humanos e econ√īmicos e em projetos de desenvolvimento.

A chegada dos Agostinianos Recoletos a Serra Leoa tem uma longa história. Na ata do Conselho Provincial de 7 de dezembro de 1990, aparece pela primeira vez a possibilidade de uma missão africana, ao informar o prior provincial duma entrevista mantida com Giorgio Biguzzi, bispo de Makeni, em Serra Leoa. Biguzzi, após constatar a presença das Augustinian Recollect Sisters de Filipinas em Yele, escreveu ao provincial convidando-o a abrir comunidades em sua diocese.

A ideia de uma funda√ß√£o mission√°ria na √Āfrica era in√©dita. Duas circunst√Ęncias prepararam o terreno: a presen√ßa das religiosas filipinas pertencentes √† Fam√≠lia Agostiniano-Recoleta e a ideia generalizada de que a Vicar√≠a de Filipinas chegaria a ser Prov√≠ncia independente. A prov√≠ncia nascente n√£o deveria carecer de um territ√≥rio mission√°rio, e Serra Leoa ofereceria um campo inexplorado, num continente duro e com possibilidades de trabalho para uma nova comunidade religiosa anglo-falante.

Mas, algumas dificuldades impediam uma fundação. No dia três de setembro de 1991 o prior provincial indica a Biguzzi que não é possível atender sua petição devido ao pouco pessoal e a acusada dispersão de ministérios da Província, que só se agravaria abrindo comunidades num lugar tão distante e isolado do resto.

No Cap√≠tulo Provincial de 1994 o tema saiu de novo ao debate. O prior geral informa que a Congrega√ß√£o de Propaganda Fide, encarregada da gest√£o das miss√Ķes cat√≥licas, poderia propor √† Ordem uma funda√ß√£o na √Āfrica. Mais ainda, v√°rios bispos africanos haviam entrado em contato com a c√ļria geral para pedir funda√ß√Ķes de Recoletos. O Cap√≠tulo determinou “que a Prov√≠ncia esteja aberta √† possibilidade de novas funda√ß√Ķes que a Igreja nos encomendara, tendo em conta nosso carisma mission√°rio e o pessoal de que a Prov√≠ncia disp√Ķe”.

Em 1994 a Santa S√© pede diretamente a c√ļria geral em Roma, que a Ordem de Agostinianos Recoletos tenha em conta o pedido de Biguzzi. A c√ļria geral transfere a peti√ß√£o √† Prov√≠ncia de S√£o Nicolau por ser a que conta com mais pessoal, tem minist√©rios em pa√≠ses de l√≠ngua inglesa e pela quest√£o da nova Prov√≠ncia Filipina.

Desde o dia 26 de outubro de 1994 at√© o 29 de dezembro de 1996, data da chegada dos Recoletos a √Āfrica, se produziram as delibera√ß√Ķes do Conselho Provincial, o pedido de informa√ß√£o mais exaustiva a Biguzzi; a viagem de um conselheiro e do secret√°rio da Prov√≠ncia a Serra Leoa e a elei√ß√£o dos cinco religiosos que formar√£o a comunidade, eleitos dentre os 10 que se apresentaram volunt√°rios.

Os recoletos se encarregaram da paróquia de Kamabai, na Província Norte, distrito de Bombali, capital da região de Biriwa. A comunidade recebeu um novo impulso com a chegada de novos religiosos, inclusive a visita do prior provincial, no contexto de guerra civil em que vivia o país.

A guerra civil de Serra Leoa começou dia 23 de março de 1991, quando a Frente Unida Revolucionária (RUF) com o apoio do ditador liberiano Charles Taylor toma o sul e este do país, a zona rica e diamantes. Grande parte da população se junta a eles, devido a falta de governo, alta corrupção, miséria generalizada e pela existência de uma multidão de crianças e adolescentes que nada tinham que perder unindo-se aos rebeldes e confiando em sus promessas.

Em abril de 1992 há um golpe de estado militar, e em 1993 o cenário se complica, uma vez que o próprio exército se dedica à pilhagem e o abuso da população civil pela falta de salários e formação de seus efetivos. O povo sofre igualmente na mão do exército e dos rebeldes e surgem grupos de autodefesa locais. O de Kamabai terá um trabalho fundamental ajudando aos religiosos a fugir.

Desde mar√ßo de 1995 h√° no pa√≠s mercen√°rios sul-africanos que expulsam o RUF, se reinstaura um governo civil, se assinam os Acordos de paz de Abij√£o. A ONU obriga o novo governo a desfazer seu contrato com os mercen√°rios. √Č neste interst√≠cio de paz no qual chegam os Recoletos. Por√©m durante 1997 se complica a situa√ß√£o com novos atores: ex√©rcito regular, grupos paramilitares (kamajor), rebeldes, todos entram em uma din√Ęmica de viol√™ncia e destrui√ß√£o que monopoliza os titulares e as televisiones do mundo inteiro. Os mission√°rios, no meio dessa situa√ß√£o tensa, continuam como podem com seus trabalhos.

Em maio de 1997 uma ampla parte do ex√©rcito dirigida por Johnny Paul Koroma d√° um golpe de Estado; cria o Conselho Revolucion√°rio das For√ßas Armadas (AFRC), se alia com o RUF e declara guerra ao governo civil. Tomam Freetown, a capital, e inicia a √©poca de maior viol√™ncia, saques, viola√ß√Ķes e instabilidade absoluta.

As for√ßas internacionais da √Āfrica Ocidental (ECOMOG) retomam a capital e expulsam a AFRC e a RUF para as fronteiras, em um caminho no qual se semeia a destrui√ß√£o e a morte. S√°bado 14 de fevereiro de 1998 um agostiniano recoleto √© sequestrado no hospital dos Irm√£os de S√£o Jo√£o de Deus em Lunsar, junto com alguns volunt√°rios e religiosos. No dia 27 de fevereiro foram libertados depois de √°rduas negocia√ß√Ķes nas quais tomaram parte Biguzzi e diplom√°ticos espanh√≥is.

Um dia depois daquele sequestro, no domingo 15 de fevereiro, os rebeldes chegam a Kamabai, e o resto dos recoletos foge para o campo através em um périplo que durará até sua evacuação do país no dia 11 de março de 1998. A destruição foi total enquanto às infraestruturas da missão. Ficaram tão somente dois recoletos, que abandonaram definitivamente o país no dia 12 de janeiro de 1999 pela fronteira guineana.

No dia 18 de janeiro de 2002, o presidente constitucional e eleito democraticamente, Ahmad Tejan Kabbah, declara a guerra civil como terminada deixando 50.000 mortos, milh√Ķes de pessoas deslocadas, enfim, um povo destru√≠do fisicamente violado, √≥rf√£o. Um Estado insolvente, destrui√ß√£o de infraestruturas e meios de produ√ß√£o e um pulo de uns 30 anos atr√°s na economia. Calcula-se que 1.270 escolas prim√°rias foram completamente destru√≠das.

No dia 28 de mar√ßo de 2004 os agostinianos recoletos voltaram depois de um par√™ntese, de cinco anos e tr√™s meses. Desde ent√£o, a miss√£o tem sido assumida pela Prov√≠ncia de S√£o Ezequiel Moreno. No ano de 2006 se abre una nova comunidade em Kamalo, ao norte, uma par√≥quia fronteiri√ßa com a Guin√© Conakry. Em 2012 se programa a abertura, de outra comunidade em Freetown, para apoiar a ambas miss√Ķes no interior rural.

Os Agostinianos Recoletos deixaram sua marca no pa√≠s. A pastoral cat√≥lica faz de motor, exemplo e √Ęnimo para toda a popula√ß√£o, sem diferen√ßa de idade, sexo, religi√£o ou ideologia. Seu trabalho nas √°reas de educa√ß√£o, sa√ļde e infraestruturas tem sido reconhecido pelas autoridades locais e pela confian√ßa depositada nas m√ļltiplas doa√ß√Ķes privadas e p√ļblicas que tem financiado os projetos de desenvolvimento.

O catolicismo √©, em Serra Leoa, una minoria dentro de outra minoria, a crist√£. O pa√≠s √© majoritariamente mu√ßulmano, ainda que sem sinais de fundamentalismo. A conviv√™ncia inter-religiosa √© natural e n√£o sup√Ķe maiores dificuldades. A popula√ß√£o cat√≥lica est√° dispersa; tem-se que recorrer muitos quil√īmetros por p√©ssimos caminhos para encontrar-se com uns poucos cat√≥licos, sem peso social. Os costumes n√£o evangelizados exercem uma forte press√£o tamb√©m dentro do pr√≥prio povo cat√≥lico: poligamia, trato machista habitual home-mulher, ritos de inicia√ß√£o cruentos, como a mutila√ß√£o genital, sociedades secretas, bruxaria, animismo, matrimonio infantil‚Ķ




Mapa Kamabai


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Mapa Kamalo


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A Igreja Cat√≥lica foi uma das √ļltimas institui√ß√Ķes religiosas em chegar √† regi√£o norte da Serra Leoa. Na celebra√ß√£o dos 60 anos da Par√≥quia de Kamalo, esse v√≠deo lembra o que os mission√°rios t√™m feito durante essas seis d√©cadas na sociedade serra-leonesa.

  • Kamalo: 60 anos de luz na escurid√£o. Parte 1


    Kamalo: 60 anos de luz na escurid√£o. Parte 3


    Kamalo: 60 anos de luz na escurid√£o. Parte 5


  • Kamalo: 60 anos de luz na escurid√£o. Parte 2


    Kamalo: 60 anos de luz na escurid√£o. Parte 4


    Kamalo: 60 anos de luz na escurid√£o. Parte 6


O apoio das ONG, de institui√ß√Ķes p√ļblicas e privadas da Espanha e de muitos volunt√°rios, tem permitido realizar projetos de sa√ļde, seguran√ßa alimentar, √°gua pot√°vel e educa√ß√£o na Serra Leoa.

  • Serra Leoa: √Āfrica no Cora√ß√£o. Parte 1


    Visitando aldeias. Parte 1





















  • Serra Leoa: √Āfrica no Cora√ß√£o. Parte 2


    Visitando aldeias. Parte 2
























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Agostinianos Recoletos. Província de São Nicolau de Tolentino. Paseo de la Habana, 167. 28036 -Madrid, Espanha. Fone: 913 453 460. CIF: R-2800087-E. Inscrita no Registro de Entidades Religiosas do Ministério de Justiça, número 1398-a-SE/B. Política de privacidade.
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