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As Missões Populares chegam às comunidades da parte alta do Purus em Tapauá


As Missões Populares chegam às comunidades da parte alta do Purus em Tapauá
16-01-2018 Brasil
Um total de 35 comunidades rurais tem recebido a visita de oito missionários (entre eles um agostiniano e uma irmã Oblata da Assunção) a bordo do barco Santa Rita da Paróquia de Santa Rita de Tapauá. Junto com a administração dos sacramentos, visitou-se as famílias e se atualizou o fichário sobre a situação de uma das populações mais esquecidos e isolados do mundo.
“Com muito ânimo saímos do porto Norte de Tapauá no barco Santa Rita, oito missionários das Santas Missões Populares, organizadas pela Paróquia de Santa Rita de Tapauá, conforme o Plano Pastoral proposto na última Assembleia da Prelazia de Lábrea, em Amazonas, Brasil”.

A irmã Magda Lucia, Oblata da Assunção, Cosma, Mosarina, Breno, Bruno, Joselinton, Marcos e o agostiniano recoleto Efraín Cervantes, durante vinte e cinco dias tem levado às comunidades ribeirinhas da parte alta do Purus, desde a cidade capital do município até a comunidade Foz de Tapauá, limítrofe com o município vizinho de Canutama, as visitas conforme a própria metodologia das Missões Populares.

Junto com a celebração dos sacramentos, como desde sempre se faz nestas visitas à zona rural, nas chamadas “desobrigas” (batizados, Missa , confissão, casamento...), se visitavam todas as casas e se incentivava a participar na catequese de adultos.

Em cada comunidade se animava os líderes locais e as famílias a que realizassem todos os domingos a liturgia da Palavra. Para isso se deixava materiais e se dialogava e dava formação aos líderes locais, para que assumam seu compromisso com alegria e espírito de serviço.

No caso das famílias não católicas, também se visitava sem exceção, oferecendo diálogo, alegria, companhia, perguntado pela situação de cada lar e oferecendo amizade e colaboração.

 Aproveitou-se a visita para elaborar um fichário, o mais completo possível, dos habitantes do meio rural, contemplando a situação de cada um dos lares, com dados sobre o número de pessoas, idade, tipo de educação recebida, situação econômica da unidade familiar, estado de saúde, situação a respeito da água potável, saneamento e energia elétrica etc.

A zona rural dos municípios de Lábrea, Tapauá e Pauini, onde trabalham os Agostianos Recoletos, tem condições de vida muito precárias; por exemplo, quanto à educação, as escolas não contam com recursos e falta transporte ou combustível para que as crianças das comunidades possam transladar-se até a comunidade mais próxima onde há escola.

Quanto ao sistema de saúde, há uma alta prevalência e incidência de infecções urinárias e parasitárias; se continua usando para consumo, a água do rio sem tratamento algum de potabilização. Quanto ao acesso à energia elétrica (algo vital, por exemplo, para a conservação de alimentos e o aproveitamento das horas noturnas para o estudo), em muitos casos, apesar de ter geradores, não há combustível para o funcionamento.

Outro dos pontos candentes da zona rural amazônica è a grande quantidade de adolescentes de 11 a 15 anos de idade gestantes ou com filhos, e em muitos casos, convivendo com parceiros adultos e constituindo uma unidade familiar sem laços afetivos reais prévios, ou obrigadas pelas circunstâncias e a própria família.

Outras muitas enfrentam a maternidade na mais completa solidão. Vitória, de apenas 13 anos, tem um filho de cinco meses com hidrocefalia, e em seu meio não existe nem recursos médicos nem farmacológicos. Estas crianças e adolescentes se vêm obrigadas a deixar a escola e fazer a vida de adultos, comprometendo seu futuro e seu crescimento.


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