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As pessoas sempre acima da economia


As pessoas sempre acima da economia
20-09-2017 España
Durante os meses de setembro e outubro, as ações de sensibilização da campanha «Se cuidas do Planeta, combates a Pobreza» de Cáritas, CONFER, Justiça e Paz, Mãos Unidas e REDES se centrarão no sétimo ponto do Decálogo Verde, que anima a não subordinar nossa ação aos interesses econômicos.
Nos primeiros dois meses do ano letivo 2017-2018 que acaba de começar (na Europa), a campanha “Se cuidas do Planeta, combates a Pobreza” põe em movimento um novo ciclo de sensibilização. O tema central desses primeiros dois meses do ano escolar é que as pessoas sempre hão de estar acima de qualquer assunto econômico; trata-se do sétimo ponto do Decálogo Verde, que propõe: “Não subordinarás tua ação aos interesses econômicos”.

A Encíclica Laudato Si´, do Papa Francisco, serviu de inspiração para acolher esse lema. Em seu número 189, o Papa indica que “a política não deve submeter-se à economia, e esta não deve submeter-se aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia. Pensando no bem comum, hoje precisamos imperiosamente que a política e a economia, em diálogo, se coloquem decididamente ao serviço da vida, especialmente da vida humana”.

A Família Agostiniana Recoleta é chamada, assim, junto às entidades que propõem a Campanha, a constituir-se em voz que clama aos detentores do poder de decisão na política e na economia, com o qual orientam, determinam e condicionam a vida das pessoas. Por isso, pede-se-lhes diretamente que, ao tomarem decisões, se recordem de sua própria condição de pessoas, se despojem, pelo menos mentalmente, de seu poder e saibam ter um olhar humano, próximo, especialmente, de quem mais sofre.

É geral, hoje em dia, uma visão e uma prática distorcida da economia, em que prima a maximização de benefícios, a economia financeira e os indicadores macroeconômicos sobre a economia real e, mais ainda, sobre a economia das famílias e das pessoas. Daí que o interesse econômico prevaleça sobre o bem comum e as finanças afoguem, normalmente, os mais vulneráveis.

A proposta é recuperar uma economia a serviço do ser humano, respeitosa pela criação, uma ecologia econômica capaz de obrigar a considerar a realidade de maneira mais ampla e a partir da postura de quem mais sofre, com um olhar humilde, a partir de baixo.


O QUE FAZER OU DEIXAR DE FAZER?

A Campanha oferece sempre propostas de vida e sugestões a quem quiser unir-se a ela com atitudes solidárias e comprometidas. Oferecemos algumas:

1. Para para pensar, não tenhas medo, Ele está contigo. Não subordinarás tua ação aos interesses econômicos. É um primeiro passo para mudar os nossos comportamentos cotidianos e pô-los a serviço das pessoas e do entorno no qual compartilham espaço com as demais criaturas. Começar a pensar e comportar-se de outra maneira não é uma mostra de excentricidade, rebeldia sem causa ou ameaça ao bem-estar. E, além do mais, para os que professam a fé cristã, é simplesmente seguir o caminho de Jesus.

2. Reflitamos sobre se precisamos de tantas coisas materiais: Tanta roupa? Tantos carros em propriedade? Tanta comida que até nos arruína a saúde? Substituir o que consideramos que passou de moda? A escravidão do consumismo é uma realidade que não nos torna mais humanos e nos põe a serviço de interesses econômicos alheios.

3. Desafia a lógica do ditado “o peixe grande come o pequeno” consumindo, nos mercados locais, os bens e serviços de produtores pequenos. Sentirás a proximidade das pessoas que os produzem e da terra de que provêm.

4. Consome produtos de comércio justo. O café, o chocolate, o açúcar de cana ou o chá, e tantos outros, não se produzem perto de nós, mas podemos adquiri-los com garantias de que se produziram respeitando os direitos das pessoas e o meio ambiente.

5. Une-te à banca ética. Há outra forma de operar finanças, apoiando as iniciativas da economia real que buscam um desenvolvimento sustentável das áreas em que se localizam.


E você, o que acha?

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