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[A província de São Nicolau de Tolentino]
Triunfo do individualismo pastoral, 1790-1898
Durante o século XIX, os recoletos ganham nas Filipinas tamanha significação social e religiosa, que não voltaram mais a alcançar nem em país, nem em período algum de sua história. Seus religiosos se multiplicam por cinco, subindo de 58 em 1820, para 330 em 1897.
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Convento de São Sebastião, Manila.
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Sem abandonar seu antigo compromisso com as cristandades de Visayas, fortalecem a sua presença nas prósperas províncias de Luzón. A cada dia os recoletos entram em relação mais estreita com o Governo e, em conseqüência, começam a assumir um papel mais importante na colônia. Durante a segunda metade do século quase sempre houve um recoleto à frente de uma ou outra de suas cinco dioceses.
A evangelização da ilha de Negros é sua mais brilhante conquista. Em cinqüenta anos (1848-1898) fundaram ali 60 paróquias, muitos povoados e um colégio de segundo grau. Construíram quilômetros de estradas e fomentaram o cultivo da cana de açúcar e de outros produtos que transformaram completamente a sua economia. Sua atuação em Palawan, Mindoro, Zambales e Bohol também foi admirável.
Os recoletos participam com entusiasmo na vida do arquipélago, se preocupam do bem-estar material e social de seus fiéis, partilham do seu dia-a-dia com simplicidade e sem alvoroço. Os mais generosos se lançam a cultivar novos campos apostólicos. São Ezequiel seria seu representante mais exímio.
Por desgraça, dedicaram pouca atenção ao cultivo de sua identidade espiritual, que paulatina, porém inexoravelmente, foi ficando relegada à margem da vida diária. O individualismo e uma espiritualidade de caráter sacerdotal deslocam quase por completo a ascese recoleta e suas tradições comunitárias. Na solidão de suas paróquias ronda sempre o perigo de se sentir mais sacerdotes do que religiosos. Sua formação humana também deixava a desejar. Uma mal entendida urgência pastoral os levou a abreviar demais a formação acadêmica e religiosa. Estas começaram a melhorar após a abertura dos colégios de Marcilla (1865) e São Millán (1878).
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Convento da Virgem Branca, Marcilla (Espanha).
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O período termina com a revolução filipina (1896-1898), que conduziu à mudança da soberania no arquipélago.
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