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[A província de São Nicolau de Tolentino]
Entusiasmo e fervor primitivo, 1606-1666
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Ilhas Filipinas. Regiões evangelizadas pelos agostinianos recoletos. |
Esta é a época da fidelidade ao carisma, da fé incondicional no mesmo e da confirmação dos melhores valores da espiritualidade recoleta.
Sua primeira preocupação foi a organização da vida religiosa. Poucos meses depois do seu desembarco em Manila, os missionários fundam o convento de Bagumbayan (1606) e nos anos seguintes dão vida aos de São Nicolau (1609) —a casa mãe da província—, Cavite (1616), Cebú (1621) e São Sebastião (1621), situado na periferia de Manila.
No entanto, os recoletos não tinham abandonado os conventos espanhóis para recluir-se novamente nos mesmos. Em setembro de 1606, se encarregaram de Mariveles, um posto missionário não muito distante de Manila. O lembramos aqui, por ter inaugurado a centenária história missionária da ordem. A partir daí avançaram para o norte, pelas províncias de Zambales e Pangasinán. Em 1622 assumiram a administração de Mindanao e Palawan, e alguns anos mais tarde se associaram à gesta missionária que a Igreja filipina estava escrevendo no Japão (1623-1635) e se estenderam pelas ilhas de Negros (1626-1635), Romblón (1635-1933), Mindoro (1679-1936) e Masbate (1687-1791).
Uma simples olhada no mapa mostra que sua incumbência foi evangelizar as regiões mais remotas e inóspitas do arquipélago. E também as mais expostas às invasões dos mouros. Não menos de 45 religiosos sucumbiram entre 1606 e 1776 pelos mouros e indígenas sublevados. Outros muitos pereceram neste mesmo período, vítimas dos naufrágios, da fome, do cárcere e outras penalidades.
Estas circunstâncias condicionaram o seu trabalho circundando-o de certo ar militar. A freqüência das invasões mouras e o desamparo em que viviam seus cristãos lhes obrigaram a assumir pessoalmente a defesa e a construir fortes nos pontos mais estratégicos.
Outra característica marcante foi o apreço pela vocação contemplativa da ordem, e a sua inserção na vida da comunidade. |
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